As grandes vertentes heréticas e seitas que surgiram dentro da Igreja não vieram revelando as suas reais intenções e ideias. Todas se apresentaram travestidas, disfarçadas de um "cristianismo" simpático e aparentemente subserviente aos fundamentos da fé cristã.
Mas, a primeira coisa que nos é perceptível quando eles se infiltram em nosso meio é como manifestam esta aparente submissão. inicialmente, eles aceitam tão facilmente e deliberadamente a nossa doutrina, sendo isso motivo de muita desconfiança e atenção dobrada. Esta é a prova de que eles não se submetem por convicção, mas com intenções ocultas e maléficas. Eles o fazem de forma pragmática.
Quando o gnosticismo se infiltrou na igreja primitiva, Paulo havia alertado Timóteo de que estes hereges estavam se infiltrando sorrateiramente, discretamente, desapercebidos pela liderança, entrando nas casas das viúvas e de mulherinhas sobrecarregadas de pecados. E o que mais agravava a situação é que esta mulheres ouviam, ouviam, e ouviam as instruções de seus presbíteros, mas, não obedeciam, não compreendiam a necessidade de se submeter as Escrituras por uma questão de consciência (2Tm 3: 6-7). Neste contexto, Paulo diz que elas eram o auto falante dos gnósticos. Com muita paciência e estratégia, ao longo de 150 anos, eles acabaram ganhando espaço na igreja até o século IV.
Pragmaticamente talvez falassem aquelas mulherinhas? "As nossas ideias não são perigosas as doutrinas dos apóstolos. Pelo contrário, nossa doutrina dialoga com a deles". Em suma, era isto que em todos os seus discursos e assédio intelectual os gnósticos diziam.
Aquelas mulherinhas de 2a Timóteo 3: 6-7 me reportam a fragilidade e a exposição em que membros e algumas igrejas locais estão expostas a mentalidade marxista. Mesmo sabendo da "herança maldita" do marxismo na história da humanidade, e que, claramente que os comunistas assassinaram brutalmente mais de 100 milhões de pessoas em um período de pelo menos 80 anos, ou seja, este foi considerado pelo filósofo existencialista Jean-Paul Sartre o século mais sangrento e violento da história, ainda assim, muitos cristãos estão como estas mulherinhas de Éfeso. Ainda acham que é possível associar as Escrituras, ou, ao menos dialogar com o marxismo.
Os evangélicos no Brasil, em especial o movimento da TMI, Teologia da Missão Integral, acreditam nesta utópica possibilidade remota. O mais angustiante, é que não perceberam que estão paquerando, flertando (pelo menos por enquanto) e beliscando com a unha uma "besta fera" que em tempos passados já demonstrou do que é capaz de fazer.
Mas, veja que interessante. O marxismo como ideologia se apresentou no final do século dezenove e início do século vinte como "Comunismo". Não deu certo. A expressão comunismo remete a nossa mente a algo semelhante ou muito pior que o holocausto e o nazifascismo (que por honestidade histórica, eram marxistas e socialistas) da segunda grande guerra.
Bom, o que eles fizeram? Primeiro, se infiltraram no campo das ideias e mudaram a nomenclatura. De comunismo se intitularam de socialistas, ou, como soa mais bonito, são progressistas. Como é do feitio de qualquer ideologia anti cristã ou heresia, eles se apresentam como um marxismo mais dócil, domado, "amigável". Que não faz mal a ninguém e que pode "dialogar" com os pressupostos cristãos.
Aqui vai um exemplo histórico disto. Pacto de Lausanne, Suiça, em 1974. A tentativa de associar uma mentalidade socialista com o evangelho. Em minha opinião, conservadores e liberais se reuniram para negociarem princípios em detrimento da unidade politico-eclesiástica e terrena dos protestantes no mundo. A ideia era dar uma nova configuração a teologia protestante. Ela estava muito conservadora e se confundia com uma mentalidade supostamente mais radical e extremista causando uma "péssima impressão" a sociedade do século vinte.
O ponto cinco (que trata da responsabilidade social da Igreja) do documento redigido, aprovado e assinado por diversos líderes e teólogos representando diversas igrejas em pelo menos 150 países chega a afirmar que a Igreja pecou contra Deus por ter feito distinção teórica e prática da evangelização e da ação social [1]. A partir daqui, evangelização (que claramente é uma atividade espiritual) e ação social (em uma perspectiva progressista e liberal) passam a se fundir de forma pragmática nas diversas igrejas locais e as principais denominações evangélicas no mundo.
O ponto cinco (que trata da responsabilidade social da Igreja) do documento redigido, aprovado e assinado por diversos líderes e teólogos representando diversas igrejas em pelo menos 150 países chega a afirmar que a Igreja pecou contra Deus por ter feito distinção teórica e prática da evangelização e da ação social [1]. A partir daqui, evangelização (que claramente é uma atividade espiritual) e ação social (em uma perspectiva progressista e liberal) passam a se fundir de forma pragmática nas diversas igrejas locais e as principais denominações evangélicas no mundo.
A "negociação", quero dizer, o diálogo entre estes dois grupos abriu grande precedente para uma nova mentalidade evangélica relativista e inevitavelmente socialista. Mas, entenda que isto não provocou mudanças da noite para o dia. Estas sutis afirmações abriram portas e janelas para que hoje, os articuladores da ideologia marxista nas igrejas levantassem a bandeira de uma igreja mais "sensível" as necessidades materiais do ser humano. Igreja atuante e espiritual não é aquela que preza pelo conhecimento fiel da sã doutrina, mas, agora passa a ser aquela que promove ou dá mais ênfase em um evangelho mais social.
Aqui tivemos a primeira mudança: "a Igreja não muda a sua forma de pensar, mas, ela deve sempre reavaliar a sua atuação em cada período histórico em que ela está inserida." Sutilmente, a mudança foi pelo viés pragmático. Eis a constatação desta nova mentalidade socialista e marxista na Igreja: "O que adianta evangelizar sem dar o pão aos necessitados?" Que relevância prática a minha igreja tem se ela não atende as necessidades práticas das pessoas a sua volta?"
O que os marxistas fizeram, foi apenas, neste primeiro momento, arar a terra no campo intelectual de muitos lideres e membros de igrejas evangélicas. Agora, eles estão semeando por meio destes interlocutores do meio evangélico brasileiro o marxismo travestido de socialismo gospel. A fala deles é muito clara: "precisamos dialogar, ouvir, tolerar, respeitar, outros pensamentos, ideias, filosofias, ideologias que buscam dar respostas honestas e sinceras sobre qual é o sentido da vida." Fala do senhor Ariovaldo Ramos.
A TMI (Teologia da Missão Integral) está aos poucos revelando esta proposta de negociação entre a Bíblia e a ideologia marxista. É o próprio propagandista da TMI, Ariovaldo Ramos quem propõe aos teólogos conservadores "trocar de óculos" para uma melhor reflexão e compreensão de suas propostas. A impressão que tenho é que você, caro leitor, deve tirar o "óculos" das Escrituras e colocar o "óculos" de uma outra hermenêutica. Talvez, você deva usar a hermenêutica do marxismo.
Veja o que ele mesmo declara: "Eu sou ortodoxo, juro que sou! Mas, Eu não uso óculos dos ortodoxos. Eu uso o óculos da ciências sociais. Eu também uso o óculos da teologia da práxis" Bom, aqui constatamos as reais propostas desta heresia apresentando sua verdadeira face, já que, a expressão praxis, originou-se entre os teólogos da teologia da libertação.
Sem medo de errar, claramente o que está sendo proposto aos evangélicos é que adotem esta mesma teologia só que em uma roupagem, forma e adorno evangelicalista. Não há cenário econômico, politico e social tão oportuno em nosso país para que esta mentalidade antibíblica bata na porta de nossas igrejas e a consciência de nossos membros.
Veja o que ele mesmo declara: "Eu sou ortodoxo, juro que sou! Mas, Eu não uso óculos dos ortodoxos. Eu uso o óculos da ciências sociais. Eu também uso o óculos da teologia da práxis" Bom, aqui constatamos as reais propostas desta heresia apresentando sua verdadeira face, já que, a expressão praxis, originou-se entre os teólogos da teologia da libertação.
Sem medo de errar, claramente o que está sendo proposto aos evangélicos é que adotem esta mesma teologia só que em uma roupagem, forma e adorno evangelicalista. Não há cenário econômico, politico e social tão oportuno em nosso país para que esta mentalidade antibíblica bata na porta de nossas igrejas e a consciência de nossos membros.
A única conclusão que posso fazer sobre esta questão é que muitas igrejas locais são como estas mulherinhas seduzidas por estranhos que batem a sua porta para oferecer produtos de origem duvidosa. E, infelizmente, as "mulherinhas" sobrecarregadas de pecados que aprendem, mas, nunca chegam a pleno conhecimento da verdade estão sedendo a esta sedução ideológica. Me refiro a Igreja deste século. A esposa de Cristo que é teimosa e que não está atenta a voz do seu Esposo.
No avanço do marxismo no século vinte, os cristãos foram tratados como inimigos mortais já que a posição de ambas, claramente se manifestavam agressivamente opostas em seus pressupostos. Mas, temo que no século vinte e um, muitos cristãos e igrejas, ao longo do tempo, se tornem os responsáveis pelo ressurgimento desta ideologia só que agora de forma muito mais agressiva e violenta.
